GOD SAVE THE BEER.

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CDB – O Conto Da Bera

Eis que estou fazendo a minha estréia aqui no Blog do God Save the Beer!!! Quanta honra!!! Obrigada pelo convite amigos queridos, espero poder corresponder à altura da confiança cedida. =)
E já que a estréia é para o blog de uma loja que gosto muito e de amigos queridos, nada mais justo do que começar com uma cerveja que gosto muito, também produzida por amigos queridos. E mais: estou escrevendo essa resenha exatamente ao dia 29/03/2016 – aniversário da nossa amada República de Curitiba – obviamente que procurei uma cerveja local para prestigiar esse momento especial!

E chega de mimimi, vamos ao que interessa, ao Conto Dessa Béra sensacional chamada CDB! Para começar, vamos lá amigos curitibocas, explicar o que é béra: sim, é a linda cerveja, breja, cerva e afins! Já fica a dica amigos provindos de terras longínquas, se algum curitibano te chamar para tomar uma béra, apenas aceite, pois é convite dos bons! E pra comer uma vina, um chineque e um rollmops também piá! Só por favor, não peça o penal emprestado. E se vier visitar nossa linda cidade, vista uma japona guria, vai que esfria e cai um toró!

CDB é uma cerveja produzida pela Morada Cia Etílica, famosa por suas receitas inovadoras e de qualidade indiscutível, mas também por suas maluquices (no melhor dos sentidos) cervejeiras, fruto das mentes geniais do André Junqueira e da Fernanda Lazzari.

Logicamente o nome CDB não tem nada a ver com conto da béra… Esse foi só um nome tosco que me ocorreu no momento em que pensei no título da resenha, porque a real origem do nome, hehe, achei melhor não colocar logo de cara em letras garrafais no título. CDB é referência para Cu de Burro, expressão carinhosa dada ao hábito de se colocar sal e limão em algumas cervejas, com o intuito de torná-las mais refrescantes, explica o mestre Junqueira. Mas esse hábito não é recente, nem nacional.

Burro

Agora é a hora do conto: essa cerveja inspira-se no estilo Gose, proveniente da Alemanha. As cervejas produzidas antigamente na cidade Goslar, utilizavam em sua maioria as águas do Rio Gose que, por ser rico em determinados minérios, possui a água levemente salgada e acabava transferindo essa características para as cervejas. Posteriormente esse tipo de cerveja começou a ser produzido em Leipzig e a partir daí foi ganhando cada vez mais adeptos e se espalhando pelo mundo.

Mas a CDB não fica só por aí! Fugindo de tradicionalismos e de receitas fechadas, ela é uma Oatmeal Gose Saison. Além de salgada, é também levemente ácida, com notáveis notas cítricas e suaves notas lácticas, proveniente da adição de sal marinho, aveia, lactobacilos, cascas de limão taiti e dry-hopping do lúpulo Sorachi Ace. No geral, é uma cerveja muito refrescante e de baixo amargor, por isso inclusive foi propositalmente lançada para o verão, junto com outros 2 rótulos da mesma cervejaria, chamados de delícias ácidas de verão.

Degustamos-as-novas-cervejas-da-linha-Delicias---cidas-de-Ver--o-da-Morada-Cia-Et--lica-Destacada

Ainda, digo que a cada gole você terá sensações variadas. O primeiro gole e mais gelado, é daqueles que dá um azedinho naqueles cantinhos atrás da língua que eu não faço a mínima idéia do nome… e rola aquela salivada master, hahaha. Ao segundo, terceiro gole, você já vai se acostumando e aí pronto, quando você percebe já tomou a garrafa inteira e está salivando de novo, mas aí é porque quer mais!

(Peço perdão desde já aos sommeliers de plantão se a minha análise sensorial for errônea, essas são as características que eu consigo perceber. Sou apaixonada por cervejas, procuro estudar muito, mas estou longe de ser uma perita no assunto). 😉


GSTB-EtiMeira 

 

Eti Meira

Possui graduação em História e mestrado em Patrimônio Cultural, atuava com pesquisas na área da história cultural das bebidas. Aos poucos, a paixão pelo universo das bebidas transbordou a área acadêmica e acabou se tornando profissão. Hoje é proprietária de uma distribuidora de cervejas especiais em Curitiba. Em busca constante de novidades e ávida por sabores desconhecidos, está sempre disposta a experimentar as maluquices cervejeiras que aparecem por aí. Tornou-se fã de carteirinha das cervejas ditas (injustamente) estragadas: quanto mais azeda, ou ácida, ou amarga, ou esquisita, ou inusitada, ou tudo isso junto, melhor! Essas na verdade são as que deram muito certo!!! Sour Girl é seu apelido, devido a sua outra paixão – essa vinda direto dos anos 90 – uma música da banda Stone Temple Pilots. Mas e não é que combinou certinho com o gosto que adquiriu pelas cervejas??? Era o destino!

Instagram @sour.girl e @tastebeers

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3 comments on “CDB – O Conto Da Bera

  1. Muito massa o texto, Eti!
    Fiquei pensando, depois achei melhor parar de pensar, por que cu de burro?

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